sábado, 26 de fevereiro de 2011
Universidade
Hoje em dia ir para a universidade é quanto a mim uma valente perda de tempo, não porque seja mau mas porque os patrões raramente pagam o ordenado mínimo de um licenciado e quando pagam não o suportam muito tempo, este se não consegue trabalho na área em que é licenciado começa a trabalhar num outro sitio qualquer porque o mercado de trabalho está cada vez mais lotado e eis que acontece o normal, inicialmente o licenciado entope correios electrónicos com e-mails de currículos, mas o problema é que após alguns anos e com a saturação o licenciado vai perdendo a esperança de conseguir encontrar colocação no trabalho pretendido e mantém-se a trabalhar “forçadamente” no trabalho supostamente temporário que agora se tornou efectivo, cada vez menos envia currículos e cada vez mais se acomoda ao trabalho que tem em que não ganha muito mas sempre vai dando para pagar as regalias da vida, eventualmente adquire um carro que não o paga a pronto mas sim em prestações umas três ou quatro vezes mais devido aos elevados juros, arranja namorada(o), muda da casa dos pais para um apartamento e começa então no ciclo comum a todos os cidadãos, aparecem então as despesas da agua, gás, electricidade, renda, etc.(com alguma sorte é despedido quando acerta o empréstimo do carro e da casa) Quando se apercebe já tem a mulher grávida ou esta grávida e com um filho e despesas largar o emprego fixo que tem para se aventurar num emprego da sua área vai começando a ser apenas mais uma miragem que uma realidade, conformada ou conformado com a situação o licenciado que esteve mais três ou quatro anos a estudar vê o seu famoso canudo envelhecer numa moldura na parede. Com sorte até é convidado a trabalhar no estrangeiro porque não foi aproveitado cá e torna-se num peça imprescindível de uma empresa no estrangeiro.
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